Arquivo mensal: maio 2012

Santos e beatos são escolhidos como patronos e intercessores da JMJ Rio 2013

27/05/2012 – SANTOS http://www.rio2013.com.br

Do alto do Santuário de Nossa Senhora da Penha, um dos grandes pontos de devoção da cidade do Rio de Janeiro, apareceram os rostos dos santos e beatos que ajudarão a todos os que estarão na Jornada Mundial da Juventude Rio2013 a trilhar o caminho da santidade. Foram escolhidos cinco patronos e 13 intercessores.

Os patronos ou pais espirituais são Nossa Senhora da Conceição Aparecida, São Sebastião, Santo Antônio de Santana Galvão, Santa Teresa de Lisieux, e Beato João Paulo II.

Como modelos para a juventude estão os intercessores Santa Rosa de Lima, Santa Teresa de Los Andes, Beata Laura Vicuña, Beato José de Anchieta, Beata Albertina Berkenbrock, Beata Chiara Luce Badano, Beata Irmã Dulce, Beato Adílio Daronch, Beato Pier Giogio Frassati, Beato Isidoro Bakanja, Beato Ozanam, São Jorge e Santos André Kim e companheiros.
Oração e festa no Santuário

A cerimônia de lançamento dos patronos e intercessores teve início com a oração do terço na Igreja do Bom Jesus da Penha. Os fiéis seguiram de lá em procissão até o Santuário da Penha, onde o presidente do Comitê Organizador Local (COL) da JMJ Rio2013 e arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, presidiu a missa de Pentecostes.

Na homilia Dom Orani destacou que os patronos e intercessores foram homens e mulheres que durante suas vidas, em diferentes continentes do mundo e em diversos momentos da história, se deixaram conduzir pelo Espírito Santo.

Ele  lembrou que eles deveriam ser sinais para todos, em especial para os jovens, de que é possível viver o amor e de pessoas que deram suas vidas por causa do Evangelho.

“Colocamos nas mãos de Deus e de Maria, dos patronos e intercessores, todos os jovens que virão ao Rio de Janeiro”, disse o arcebispo. Ele completou dizendo que a diversidade vivida na Jornada, todas as línguas que serão faladas aqui não serão empecilho para a convivência fraterna e que é possível vivermos na unidade. “Quando os jovens voltarem para suas pátrias ou cidades eles serão testemunhas alegres do Senhor”, concluiu.

Ao final da celebração, que também marcou o encerramento do mês mariano na Arquidiocese do Rio, foram coroadas as imagens do Menino Jesus e de Nossa Senhora da Penha.

Ao longo da escadaria jovens seguravam estandartes com as imagens dos intercessores. Dom Orani parou diante de cada uma delas e  fez a oração preparada para os santos e beatos e em seguida aspergiu água benta, dando a bênção. Conforme ele subia os degraus, os estandartes que já haviam sido revelados também se juntavam ao povo, unindo na mesma procissão céu e terra.

Ao chegarem ao topo os fiéis puderam finalmente conhecer os patronos. Banners com as figuras foram abertos sobre a fachada do Santuário. Após serem revelados os patronos, Dom Orani deu a bênção com o Santíssimo Sacramento para os presentes. Ele também convidou todo o povo a recorrer aos santos e beatos, ao ler novamente todos os nomes dos intercessores e patronos da Jornada.

Veja o que diz Dom Orani sobre a escolha dos patronos

Conheça um pouco mais da vida e saiba a oração dedicada aos patronos e intercessores da JMJ Rio2013

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Bento XVI: O Espírito Santo nos guia às alturas de Deus

VATICANO, 27 Mai. (ACI/EWTN Noticias)

Ao presidir a Missa pela Solenidade do Pentecostes, na Basílica de São Pedro, o Papa Bento XVI afirmou que “o Espírito Santo nos guia até as alturas de Deus, para que possamos viver já nesta terra o germe da vida divina que está em nós”.

Durante sua homilia, o Santo Padre assinalou que diante da divisão entre “impulsos que provêm da carne e aqueles que provêm do Espírito; e nós não podemos seguir a todos. Não podemos, de fato, sermos contemporaneamente egoístas e generosos, seguir a tendência de dominar os outros e provar a alegria do serviço desinteressado”.

“Não podemos, de fato, sermos contemporaneamente egoístas e generosos, seguir a tendência de dominar os outros e provar a alegria do serviço desinteressado”, precisou. Leia o resto deste post

Pensamento do dia

Eu agradeço a Deus de todo o coração junto com todos os seus justos reunidos! Que grandiosas são as obras do Senhor, elas merecem todo o amor e admiração!

Solenidade do Pentecostes

No dia de Pentecostes o Espírito Santo desceu com poder sobre os Apóstolos; teve assim início a missão da Igreja no mundo. O próprio Jesus tinha preparado os Onze para esta missão aparecendo-lhes várias vezes depois da sua ressurreição (cf. Act 1, 3). Antes da ascensão ao Céu, ordenou que “não se afastassem de Jerusalém, mas que aguardassem que se cumprisse a promessa do Pai” (cf. Act 1, 4-5); isto é, pediu que permanecessem juntos para se prepararem para receber o dom do Espírito Santo. E eles reuniram-se em oração com Maria no Cenáculo à espera do acontecimento prometido (cf. Act 1,14).

Permanecer juntos foi a condição exigida por Jesus para receber o dom do Espírito Santo; pressuposto da sua concórdia foi uma oração prolongada. Desta forma, encontramos delineada uma formidável lição para cada comunidade cristã. Por vezes pensa-se que a eficiência missionária dependa principalmente de uma programação atenta e da sucessiva inteligente realização mediante um empenho concreto. Sem dúvida, o Senhor pede a nossa colaboração, mas antes de qualquer resposta nossa é necessária a sua iniciativa: é o seu Espírito o verdadeiro protagonista da Igreja. As raízes do nosso ser e do nosso agir estão no silêncio sábio e providente de Deus.
As imagens que São Lucas usa para indicar o irromper do Espírito Santo o vento e o fogo recordam o Sinai, onde Deus se tinha revelado ao povo de Israel e lhe tinha concedido a sua aliança (cf. Êx 19, 3ss). A festa do Sinai, que Israel celebrava cinquenta dias depois da Páscoa, era a festa do Pacto. Falando de línguas de fogo (cf. Act 2, 3), São Lucas quer representar o Pentecostes como um novo Sinai, como a festa do novo Pacto, na qual a Aliança com Israel se alarga a todos os povos da Terra. A Igreja é católica e missionária desde a sua origem. A universalidade da salvação é significativamente evidenciada pelo elenco das numerosas etnias a que pertencem todos os que ouvem o primeiro anúncio dos Apóstolos (cf. Act 2, 9-11).
O Povo de Deus, que tinha encontrado no Sinai a sua primeira configuração, hoje é ampliado a ponto de não conhecer qualquer fronteira de raça, cultura, espaço ou tempo. Diferentemente do que tinha acontecido com a torre de Babel (cf. Jo 11, 1-9), quando os homens, intencionados a construir com as suas mãos um caminho para o céu, tinham acabado por destruir a sua própria capacidade de se compreenderem reciprocamente. No Pentecostes o Espírito, com o dom das línguas, mostra que a sua presença une e transforma a confusão em comunhão. O orgulho e o egoísmo do homem geram sempre divisões, erguem muros de indiferença, de ódio e de violência.
O Espírito Santo, ao contrário, torna os corações capazes de compreender as línguas de todos, porque restabelece a ponte da comunicação autêntica entre a Terra e o Céu. O Espírito Santo é Amor. Mas como entrar no mistério do Espírito Santo, como compreender o segredo do Amor? A página evangélica conduz-nos hoje ao Cenáculo onde, tendo terminado a última Ceia, um sentido de desorientação entristece os Apóstolos. A razão é que as palavras de Jesus suscitam interrogativos preocupantes: Ele fala do ódio do mundo para com Ele e para com os seus, fala de uma sua misteriosa partida e há muitas outras coisas ainda para dizer, mas no momento os Apóstolos não são capazes de carrregar o seu peso (cf. Jo 16, 12). Para os confortar explica o significado do seu afastamento: irá mas voltará; entretanto não os abandonará, não os deixará órfãos. Enviará o Consolador, o Espírito do Pai, e será o Espírito que dará a conhecer que a obra de Cristo é obra de amor: amor d’Ele que se ofereceu, amor do Pai que o concedeu.
É este o mistério do Pentecostes: o Espírito Santo ilumina o espírito humano e, revelando Cristo crucificado e ressuscitado, indica o caminho para se tornar mais semelhantes a Ele, isto é, ser “expressão e instrumento do amor que d’Ele promana” (Deus caritas est 33). Reunida com Maria, como na sua origem, a Igreja hoje reza: “Veni Sancte Spiritus! Vem, Espírito Santo, enche os corações dos teus fiéis e acende neles o fogo do teu amor!”.