Reflexão do Evangelho do 12° domingo comum (Mt 10,26-33)

jesusNossa reflexão, deste fim de semana, passa pela justiça. Esta foi totalmente desfigurada pelo pecado e com esse a morte entrou no mundo, não a morte física, esta naturalmente estaria no ser, pois tudo que é matéria tem começo e fim, mas a morte eterna, o rompimento com Deus, que trouxe a verdadeira desgraça ao homem que nasceu de Deus e ficou impedido de voltar ao seu criador. Este desequilíbrio causado pelo pecado trouxe a humanidade um caos que nada de bom se pode esperar do ser humano, somente com a Graça faremos o que é bom. Assim o Profeta diz: “Eu ouvi as injúrias de tantos homens e os vi espalhando o medo em redor”. É a luta dos mais fortes, dos que dominam daqueles que querem gerar opressão, medo, insegurança para mostrar seu poder. Neste sentido estamos em uma situação muito delicada, pois os que forem fiéis ao Senhor passarão pela perseguição, humilhação… “Mas o Senhor está ao meu lado, como forte guerreiro; por isso, os que me perseguem cairão vencidos. Por não terem tido êxito,eles se cobrirão de vergonha. Eterna infâmia, que nunca se apaga!” Bem, mas as coisas não são bem assim na prática, em nosso dia a dia, pois os que oprimem, maltratam, escravizam e geram os miseráveis em nossa sociedade, na maior parte, são pessoas que não sofrem as consequências de seus erros e vivem como donos de suas verdades e o continuam comprando pessoas, leis e fazendo de tudo para se manterem no poder. Isto aconteceu com Israel que, ainda não tinha o conhecimento da revelação de uma sanção no pós-morte, e dizia: “aqui se faz aqui se paga” e com isso foi gerado vários livros falando sobre esta situação como é o caso do livro de Jó, este foi perseguido pelo “anjo provador” e se manteve fiel a Deus, ao passo que pela sua fidelidade recebeu em vida tudo o que havia perdido, mas de outro lado vemos o livro do Eclesiastes que, indignado, que os bons sofrem e os maus sempre levam vantagem e na prática o “aqui se faz aqui se paga” não se aplica na vida deles. Está indignado com a vida, pois não vê solução para seu problema. Mas certamente a revelação continuou e quando tiveram o conhecimento do julgamento depois da morte e a existência de uma sorte e de uma morte eterna, certamente começaram a entender melhor a vida. É bom percebermos que a revelação foi acontecendo de forma paulatina desde Abraão até culminar na pessoa de Jesus. É bom termos isto em mente para sabermos interpretar a Sagrada Escritura. Por isso, que no evangelho, Jesus nos diz: “nada há de encoberto que não seja revelado,e nada há de escondido que não seja conhecido”. Vejamos o que Jesus nos diz. Temos que entender que nossa vida iniciou, no momento da fecundação e que não terá mais fim, e que neste processo, ainda estamos na primeira fase aqui na terra, onde temos a oportunidade de nos formarmos como pessoa humana adquirindo perfeição em todas as áreas de nossa vida e a caminhada de santidade que é o exercício de nosso amor a Deus e ao próximo. E tudo depende de nossas opções. Somos livres, mas não abandonados pelo criador que sempre nos atrai a fazer o bem e evitar o mal. E como somos livres e responsáveis pelos nossos atos teremos que prestar contas se correspondemos ou não ao projeto de Deus. Mas como fica a justiça entre nós, do bem e mal que fizemos, fruto de nossas opções? Será que estaremos diante de Deus, somente, com nossas ações e a sorte que determinamos a nós mesmos com nossos atos aqui na terra? Bem, aqui cabem duas questões: Primeiro que Deus não “manda” ninguém para o inferno, mas a própria pessoa faz sua opção, certamente a partir de seus atos. Segundo: no juízo universal ou final teremos um juízo de justiça entre nós. Pois é justo que a pessoa saiba de onde veio às consequências do erro e das virtudes que cada pessoa fez. Para entender melhor. Imaginemos um político corrupto que tem o poder de legislar a favor do povo e com isso favorecer a muitas pessoas com escolas, hospitais, segurança social e promover a vida social de forma a gerar felicidade para o povo, mas rouba, suborna, provoca corrupção e destrói a vida procurando favorecer a si próprio. É justo que todos os que foram prejudicados saibam de onde veio seu sofrimento, pois poderia ter tido uma vida melhor e consequentemente a possibilidade de ser melhor. “Eterna infâmia, que nunca se apaga”. (inferno). De outro lado, o bem que cada pessoa fez e que muitas vezes, não vê com seus olhos, um resultado imediato, neste Juízo verá até onde foi o bem que fez. As pessoas beneficiadas verão de onde veio o benefício em suas vidas. Nada ficará oculto. “Aquele que se declarar a meu favor diante dos homens, também eu me declararei em favor dele diante do meu Pai que está nos céus”. Temos que ver que somos uma “raça”, um só povo e que estamos entrelaçados uns aos outros. Somos do mesmo tronco. Cuidemos, pois nada ficará oculto.

Anúncios

Publicado em 22 de junho de 2014, em REFLEXÕES e marcado como . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s