Arquivo diário: 6 de julho de 2014

Recordando: Dom José González celebra 50 anos de sacerdócio: “Sei em quem acreditei”.

dom jose gonzalesO Bispo da Diocese de Cajazeiras (PB), Dom José González, celebrou no último domingo (29) na Catedral Nossa Senhora da Piedade o seu Jubileu de Ouro sacerdotal. Quatorze bispos estiveram presente na concelebração em Ação de Graças, dentre eles Dom Matias Patrício (ex-bispo de Cajazeiras e bispo emérito de Natal-RN), Antônio Fernando (Arcebispo de Olinda e Recife (PE) e Presidente Regional Nordeste II) Dom Jaime de Oliveira (Arcebispo de Natal-RN), Dom Eraldo Bispo (Bispo de Patos-PB) Dom Fernando Pânico (Bispo de Crato-CE).

Padres da Diocese de Cajazeiras e outras Dioceses, Religiosas e Religiosos, Novas Comunidades, Agentes Pastoral, Membros da Paróquia Nossa Senhora dos Remédios do Piauí (onde Dom José serviu como Padre) também estiveram presente e prestaram suas homenagens da Dom José.

Durante sua Homilia Dom José falou da alegria de está Celebrando seu sacerdócio: “Para mim é uma grande alegria, pois é a manifestação do povo que reconhece a Igreja e seus pastores na sua missão, na sua doação. Agradeço, pois é a valorização do Sacerdócio! Muito obrigado a todos que estão participando, especialmente aqueles que estão rezando nos meus cinquentas anos de sacerdócio”.

Na Missa também foi abençoado os novos vitrais da Igreja Catedral. Dentre as imagens estão todos os mistério do santo terço, as mulheres da bíblia (de Eva a Virgem Maria), Pedro e Paulo, os Doze Apóstolos, Papas do Centenário da Diocese.

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Reflexão do Evangelho do 14º Domingo do Tempo Comum (Mt 11,25-30)

APRENDER DOS PEQUENOS

Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leveO evangelho deste domingo revela um Deus humilde e misericordioso, que socorre os pequenos e empobrecidos. Depois de elevar ao Pai uma oração confiante porque os pequeninos acolhem os valores do reino, Jesus nos faz três importantes apelos.

“Vinde a mim vós que estais cansados e fatigados.” O apelo é dirigido aos que são oprimidos pelos “sábios e inteligentes”. É um apelo a todos os que sentem o peso de uma religião moralista e permeada de normas proibitivas, a qual os impede de chegar ao cerne da mensagem de Jesus. A religião dele é a religião da alegria. “Vinde a mim” é convite a uma vida nova que inclui a alegria da convivência, da solidariedade com os outros, da experiência do amor gratuito do Pai que quer o bem e a felicidade de todos os seus filhos e filhas e os leva a encontrar sua presença salvífica.

 “Tomai sobre vós o meu jugo, que é suave e leve.” Carregar o jugo – expressão apreciada pelos rabinos – refere-se ao jugo das normas a serem assumidas pelos integrantes do grupo religioso e ao fardo pesado imposto pelo poder político opressor. A lei, que deve ser fonte de vida, acaba se tornando, nas mãos das “elites”, fardo insuportável. O jugo de Jesus é suave e não pesado porque ele propõe novo caminho de vida, liberta de todo tipo de opressão, de pesos inúteis. Ele não bloqueia nem tortura a consciência dos pobres; ao contrário, a alivia e a liberta.

“Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração.” É o apelo constante que Jesus nos dirige ainda hoje. Sempre é possível e oportuno aprender dele o jeito de encarar a vida e a religião. Em Jesus, encontramos a esperança de libertação, o alívio e o descanso. Ele nunca quis complicar a vida de ninguém; ao contrário, torna-a simples, leve e despojada, não a oprime nem a estorva. “Aprendei de mim” é um alerta para não seguir “sábios e entendidos” que se fazem senhores da consciência do povo, a fim de manipulá-lo, e apresentam um Deus descomprometido com os pobres.

Pe. Nilo Luza, ssp