Reflexão do Evangelho do 14º Domingo do Tempo Comum (Mt 11,25-30)

APRENDER DOS PEQUENOS

Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leveO evangelho deste domingo revela um Deus humilde e misericordioso, que socorre os pequenos e empobrecidos. Depois de elevar ao Pai uma oração confiante porque os pequeninos acolhem os valores do reino, Jesus nos faz três importantes apelos.

“Vinde a mim vós que estais cansados e fatigados.” O apelo é dirigido aos que são oprimidos pelos “sábios e inteligentes”. É um apelo a todos os que sentem o peso de uma religião moralista e permeada de normas proibitivas, a qual os impede de chegar ao cerne da mensagem de Jesus. A religião dele é a religião da alegria. “Vinde a mim” é convite a uma vida nova que inclui a alegria da convivência, da solidariedade com os outros, da experiência do amor gratuito do Pai que quer o bem e a felicidade de todos os seus filhos e filhas e os leva a encontrar sua presença salvífica.

 “Tomai sobre vós o meu jugo, que é suave e leve.” Carregar o jugo – expressão apreciada pelos rabinos – refere-se ao jugo das normas a serem assumidas pelos integrantes do grupo religioso e ao fardo pesado imposto pelo poder político opressor. A lei, que deve ser fonte de vida, acaba se tornando, nas mãos das “elites”, fardo insuportável. O jugo de Jesus é suave e não pesado porque ele propõe novo caminho de vida, liberta de todo tipo de opressão, de pesos inúteis. Ele não bloqueia nem tortura a consciência dos pobres; ao contrário, a alivia e a liberta.

“Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração.” É o apelo constante que Jesus nos dirige ainda hoje. Sempre é possível e oportuno aprender dele o jeito de encarar a vida e a religião. Em Jesus, encontramos a esperança de libertação, o alívio e o descanso. Ele nunca quis complicar a vida de ninguém; ao contrário, torna-a simples, leve e despojada, não a oprime nem a estorva. “Aprendei de mim” é um alerta para não seguir “sábios e entendidos” que se fazem senhores da consciência do povo, a fim de manipulá-lo, e apresentam um Deus descomprometido com os pobres.

Pe. Nilo Luza, ssp

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Publicado em 6 de julho de 2014, em REFLEXÕES e marcado como . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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