Morre, aos 87 anos, escritor paraibano Ariano Suassuna

ariano suassuna 1Escritor estava internado em Recife desde a segunda-feira (21) e morreu após sofrer parada cardíaca.

Fonte: Jornal da Paraíba – Morreu nesta quarta-feira (23), aos 87 anos,o escritor, dramaturgo e poeta paraibano Ariano Suassuna. Ele estava internado desde a noite de segunda-feira (21) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Português, em Recife, onde foi submetido a uma cirurgia na mesma noite após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) do tipo hemorrágico.  Segundo a unidade hospitalar, Ariano sofreu uma parada cardíaca, às 17h15

Após passar por uma cirurgia ainda na segunda, Ariano teve uma piora na noite de terça-feira (23).O escritor teve uma queda de pressão arterial e a pressão intracraniana ficou muito elevada, conforme informado pelo boletim hospitalar.  A hipertensão intracraniana foi o que causou a parada cardíaca do escritor.

No ano passado, o escritor sofreu um infarto, e dois dias depois de receber alta, deu entrada novamente no hospital por causa de um aneurisma cerebral.

A vida de Ariano

Ariano Vilar Suassuna nasceu na capital paraibana no dia 16 deariano suassuna junho de 1927. Em diversas de suas famosas aulas-espetáculos ao redor do Brasil, contava a história de seu nascimento lembrando-se de quando foi proibido de entrar no Palácio da Redenção por não usar gravatas (gostava de usar ternos pretos e camisas vermelhas, cores do seu time do coração, o Sport Club do Recife): “Eu já tinha entrado ali nu”, brincava Ariano, que era filho de Clarissa Vilar e João Suassuna, então presidente da Paraíba entre 1924 e 1928, assassinado quando o filho tinha apenas três anos – evento traumático que influenciou profundamente sua obra.

O autor do monumental O Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta (1971), poeta, desenhista e dramaturgo de clássicos dos palcos como O Rico Avarento (1954), Auto da Compadecida (1955) e Farsa da Boa Preguiça (1960), radicou-se no Recife (PE) no início dos anos 1940. Foi lá que se formou em Direito e conheceu Hermilo Borba Filho, com quem fundou o Teatro do Estudante de Pernambuco (TEP) em 1946. Foi com o TEP que notabilizou-se no teatro.

O padrinho do Movimento Armorial dedicou-se também ao magistério e à política cultural. Era membro das Academias Paraibana, Pernambucana e Brasileira de Letras, onde ingressou em 1990, ocupando a cadeira de nº 30. No início do ano, foi homenageado em João Pessoa com a medalha José Américo de Almeida. Na ocasião, diante de uma multidão reunida na Estação Cabo Branco, mais uma vez cativou o público com sua simpatia: “Eu tenho uma vocação danada para ser barrado nos lugares. Vou pendurar isso (a medalha) no pescoço e quero ver se alguém vai me barrar agora”. Deixou inédito seu novo romance, que escrevia desde 1981 e que contava com ilustrações feitas de próprio punho. O livro tem o título prévio de O Jumento Sedutor e a previsão de ser publicado pela Editora José Olympio.

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Publicado em 23 de julho de 2014, em BRASIL, CULTURA e marcado como . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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