Reflexão do Evangelho da Solenidade da Assunção de Nossa Senhora (Lc 1,39-56)

assuncao170Quem é Maria? Que Mulher é essa que Deus criou de forma tão espetacular para que Ele pudesse enviar o Salvador? Certamente que tudo que aprendermos sobre Maria ainda é pouco em relação aquilo que ele é. Muitos falam tantas coisas sobre esta grande Mulher, uns depreciando, outros indiferentes, outros, porém com muita propriedade. Mas, com toda certeza, Ela ultrapassa todo conhecimento humano. Mas realmente, nossa Igreja, lhe dá todo mérito e A exalta, com toda reverência, a santidade que Ela mereceu de Deus para exercer sua missão.

Maria é o Ícone perfeito da natureza humana, é o protótipo perfeito da pessoa humana, aquela que podemos olhar e ver o que deveríamos ser se não fossemos contaminado pelo pecado. Ela é a representante da Raça Humana a única perfeição de nossa raça que pode clamar a Deus –“Eles não têm mais vinho” (Jo 2,3) – Vinho do Amor, da Salvação, da Graça. Ela é a única que clama com propriedade as graças que precisamos, pois é a única “Cheia de Graça”.

“Santo Tomás tão sóbrio e discreto em suas afirmações, não duvida em qualificar sua dignidade de certo modo infinita: ‘A humanidade de Cristo pela sua união com Deus; A Bem-Aventurança criada, que consiste em sua unidade com Deus, e a santíssima virgem, pelo ato de ser Mãe de Deus, tem certa dignidade infinita, por ser Deus um bem infinito’”. (Tel. Perf. Cristã).

“A Maternidade Divina está acima da filiação adotiva pela graça, esta estabelece um parentesco espiritual e místico com Deus, enquanto que a maternidade divina de Maria estabelece um parentesco de natureza, uma relação de consanguinidade com Jesus Cristo e uma, por assim dizer, afinidade com a Santíssima Trindade. A maternidade divina, que realiza a pessoa incriada do Verbo feito carne, supera, pois, por seu fim, de uma maneira infinita, a graça e a glória de todos os eleitos e a plenitude de graça e de glória recebida pela Virgem Maria”. (Tel. perf. Cristã).

Como podemos perceber Maria vai muito além de nossas expectativas. Certamente, se todos os seres humanos são chamados, pela sua criação e missão à exercer neste mundo, a participar da Glória de Deus e a cada um Deus dispôs uma “medida” de participação em sua glória, Maria participa de forma “inimaginável” (Puebla) de sua Glória.

Nossa Igreja estabeleceu como Dogma – Dogma é uma certeza de fé declarada pela Igreja onde não se há dúvida depois de esgotada suas pesquisas, para nós é uma segurança de fé – da Assunção declarado em primeiro de novembro de 1950 pelo Papa Pio XII. “Deste modo, a augusta Mãe de Deus, associada a Jesus Cristo de modo insondável desde toda eternidade ‘com um único e mesmo decreto’ de predestinação, Imaculada em sua conceição, na sua maternidade divina virgem integérrima, generosa companheira do Divino redentor que obteve pleno triunfo sobre o pecado e suas consequências, alcançou por fim, como suprema coroa de seus privilégios, que fosse preservada imune de sua corrupção do sepulcro, e que, como já seu divino Filho, vencida a morte, fosse levada em corpo e alma à sua glória suprema no Céu, onde refulgisse como Rainha à direita de seu Filho. Rei imortal dos séculos” (cf. 1Tm 1, 17). (Munificentissimus Deus. DS 3902).

Olhando para o evangelho, o encontro de Maria com Isabel, observamos que Maria é portadora do Espírito Santo que a enriqueceu na encarnação do Verbo e que agora, com sua presença, João recebe a unção de sua missão ainda no útero de sua Mãe. E Isabel faz uma profissão de Fé quando diz: a mãe do meu Senhor me venha visitar”. Isto é “meu Deus”. Senhor em grego é Kyrios e o original grego se refere ao Senhor Deus, então ai está à proclamação de quem é Maria – a Teotokos – Mãe de Deus.

A nossa devoção a Maria não é para colocá-la no lugar de Deus, mas para reconhecer a grandeza de Deus em criar uma pessoa tão “Cheia de Graça” e quando a louvamos estamos adorando a Deus, por que reconhecemos o poder, a grandeza e o amor de Deus por toda a humanidade.

Que neste dia em que nossa Igreja nos convida e refletir, rezar e exaltar a Mãe de Deus que subiu ao Céu que possamos reconhecer a Palavra de Jesus“ E todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá” (Jo 11, 26). Jesus prometeu a ressurreição e já iniciou em sua Mãe.

Rogai por nós Santa Mãe de Deus. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém!

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Publicado em 17 de agosto de 2014, em REFLEXÕES e marcado como . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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