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Jovem, reconheça a queda e levante a cabeça!

Fonte: blog canção nova

Quero lhe falar de uma história real… Trata-se da vida de um jovem que aos 25 anos de idade não tinha mais nenhuma perspectiva, não conseguia ver esperança, era só um vazio existencial.

Os dias iam passando e o desespero aumentava no coração por não avistar uma saída. A entrada para o mercado de trabalho lhe parecia muito difícil, sem faculdade e sem currículo, quem o contrataria e quanto ganharia? Pois quem ganha bem é quem tem um excelente currículo e uma boa formação acadêmica. Casar-se e formar família também era complexo, já que não conseguia dirigir a sua própria vida, então não conseguia mirar uma vida de fidelidade a uma única mulher, outro ponto se tornava mais distante ainda: ter filhos e dar-lhes educação moral e cristã. Leia o resto deste post

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É possível namorar sem “fazer sexo” antes do casamento?

Nos dias de hoje é muito difícil passarmos um único dia sem visualizar, pelo menos, uma cena que ative nossos instintos sexuais. Não precisamos nem ter a iniciativa de buscar, acaba sendo involuntário, pois, tudo está muito exposto. Ao passarmos pela banca de revistas, nos outdoors, nas mídias sociais e na TV, existe um universo de estímulos para quem quer e quem não quer ver.
Parece que tudo, o comercio, a cultura, o entretenimento, etc, usam do artifício do ‘sexo’ para promover desenvolvimento. Nossas danças, o jeito do nosso povo, nossas brincadeiras, desde as propagandas de cerveja, até o anuncio que ensina “como dar más notícias ao esposo” tudo gira em torno do corpo e do prazer.
São tantas “mulheres frutas” e homens “sonho de consumo” que fica quase impossível não projetarmos tais figuras em quem está ou entra em nosso círculo de amizades.
É tanta gente condicionada, movida a apelos sensuais, que fica fácil encontrar alguém para  trocar afetos e logo levar para cama.

Com tantas imposições exteriores e com nosso ser, nosso humano, tendo uma pré disposição da natureza em buscar o ato sexual, é possível que um casal atravesse o período de namoro – estando próximos o bastante para sentir o calor um do outro – mas, mantendo a pureza e guardando-se até o dia do casamento?

Com certeza não será fácil!

Contudo, penso que exatamente na castidade está a ‘alma’ e a ‘grande expressão’ do amor doação. Onde se faz a comunicação, através de gestos que significam e dizem: “Ao invés de buscar o meu anseio, meu próprio querer, minhas tendências de prazer, eu, antes estou optando por lhe fazer o bem, em te amar, lhe conhecendo e querendo identificar-me a ti”.

Deixar-se levar pelas ladeiras dos incentivos carnais e imposição de mentalidades fúteis é muito fácil. Desafiador e compensador mesmo, é investir em “Um Amor Maior” a tudo o que se vê.
Será uma decisão que teremos que tomar. Ou escolhemos por um relacionamento condicionado ao prazer, daí então, será quase que improvável chegar-se a propósitos mais elevados, ou deixamos que a graça da castidade formate em nós o domínio de si e a verdadeira intimidade e com a pessoa amada.
Muito mais que a sensação carnal o que preencherá o nosso coração será a alegria de fazer o bem, conhecendo a pessoa no seu todo. Necessitamos de intimidade e não de sexo fora do tempo.

Quantos, que mesmo tendo toda satisfação sexual, não entram em seus quartos sozinhos e sentem um vazio interior? Poucos serão os jovens que iniciando essa prática no seu namoro, não irão testemunhar depois que seu relacionamento praticamente gira em torno do encontro para o sexo.
O prazer a todo custo gera egoismo, o egoismo gera indiferença, a indiferença gera a maldade e a maldade gera violência. Quem nunca ouviu uma palavra de escárnio por parte de ex namorados que tiveram relação sexual? Isso também não é um dos níveis de agressão?

Realmente será uma luta, viver a castidade neste mundo tão marcado pela quase obrigatoriedade de gozo. Fujamos dos incentivos visuais e sensoriais e dos momentos de maior vulnerabilidade. Se a coisa começar a esquentar, vá para a presença de outras pessoas ou corra para a sua casa. Vigie!

Além da nossa decisão, existe em nós uma força que viabiliza a castidade. É a graça do Espírito Santo que vem pela Palavra de Deus. Uma juventude convencida da beleza da castidade, que luta com afinco pela santidade e embuídos do conhecimento da Sagrada Escritura, lutará e conseguirá manter a pureza, em vista do bem por si mesmo, por amor a pessoa amada e principalmente pelo amor ao Senhor.

“Como um jovem manterá pura a sua vida? Sendo fiel às vossas palavras” (Sl 118, 9).

Não estamos sozinhos nessa empreitada.
Rezo pedindo a benção de Deus sobre todos os casais, que a assistência do Altíssimo venha sobre a necessidade do seu namoro. A bondade Dele caminha ao nosso lado e está presente em meio aos apaixonados, entrepondo-se como Pessoa que une e alimenta de virtudes a união.

Deus abençoe!

Sandro Arquejada. Membro consagrado na Comunidade Canção Nova, paulista, natural de Sto André, formado em Administração pela Faculdade Salesiana de Lins/SP, autor do Livro a ser lançado pela @editoracn “Maria, humana como nós” e de diversos artigos para o Portal Canção Nova, além de mídias seculares.

twitter: @sandroacn

Facebook: Sandro Arquejada

Formação; Pode um cristão mentir?

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A verdade vos libertará
O salmista não se mostra muito generoso, quando, num momento de decepção, exclama: “Todos os homens são mentirosos” (Sl 116,11). Ser amante da verdade é um aprendizado. Para fugir de complicações, todos temos a tendência para a dissimulação, isto é, procuramos enganar para nos safar de eventuais punições. Só Jesus mesmo para poder dizer: “Eu sou a verdade” (Jo 14,6). Leia o resto deste post

Formações; Entre laicidade e fé

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O Estado conta com a inteligência própria da fé
O Brasil é um Estado laico. Esta afirmação é exata e adequada ao cenário contemporâneo. A laicidade do Estado brasileiro é um tema que tem ocupado um relevante lugar na pauta de discussões, indispensáveis no conjunto de assuntos de interesse para a vida da sociedade. Contudo, a compreensão da laicidade do Estado ainda vai demandar um considerável percurso.

Compreender o Estado laico é evitar o comprometimento de princípios e valores inegociáveis que traz, como consequência, prejuízos no funcionamento e na organização social. Essas dinâmicas estão, atualmente, se defrontando com um processo de secularização que afeta a vida. Há uma perda da capacidade de escuta e compreensão do Evangelho de Jesus Cristo como mensagem revigorante e transformadora.

O grave problema, nesse caso, é o entendimento sobre o mundo e a humanidade que não considera a dimensão da transcendência. Os desdobramentos daí advindos têm implicações antropológicas com incidências na própria existência humana.  É preciso advertir sobre a estrada sem saída que é o discurso sem Deus, contra a religião, contra o cristianismo.  Não se pode depredar o tesouro da fé, força estruturante e sustentadora da vida, da história e das pessoas.

Por isso mesmo, é um grave equívoco entender a laicidade do Estado como estrada na contramão do que é próprio da religiosidade. Esta laicidade não é a possibilidade de um relacionamento quase inimigo com a religião e a fé professada. Trata-se de uma configuração que tem sempre como ponto de partida o significado e o alcance de tudo o que promove a cidadania, entendida como a condição de igualdade de todos, implicando em desdobramentos que levem a uma sociedade justa e solidária.


Que no horizonte, com a corresponsabilidade de todos, a complexa e não pouco pesada estruturação do Estado, nas diversas instâncias, dê conta de tecer uma nova realidade, aplicando urgentes correções de rumos e dinâmicas, para superar e mudar cenários já inaceitáveis e sacrificantes da vida de tantos, especialmente dos mais pobres. Neste âmbito, a fé tem tarefa iluminadora. Alcança raízes que a laicidade do Estado deve respeitar e cultivar.
 
O Estado precisa sim contar com a inteligência própria da fé. A dinâmica que se professa no Cristianismo é determinante no sucesso da compreensão da vida, da dignidade humana e das metas para uma sociedade que deve ser justa e fraterna. Assim, é importante que a laicidade do Estado dê um lugar adequado à religião, não podendo dispensar o que vem da dinâmica da fé cristã.

Pode-se imaginar o que seria da cultura brasileira se não fosse radicalmente marcada pela força do cristianismo? Tudo seria muito diferente. Certamente, uma cultura, em todos os sentidos, bastante empobrecida. E torna-se próxima a ameaça desse empobrecimento quando se estabelece a contraposição entre o pensamento laico e o  religioso.  Dá-se lugar a uma perspectiva positivista, utilitarista, que desconsidera o sentido transcendente intocável da dignidade humana.  Um pensamento que, por opção ou deficiências de caráter filosófico e antropológico, sacrifica dimensões, gera lacunas e perigosas regulamentações.

Exatamente por isso, a Igreja Católica sempre se posiciona, por meio de suas dioceses e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, com sua força colegial, à luz da fé professada e da Verdade do Evangelho da Vida. Assim, ajuda o Estado no exercício de valores éticos e a sociedade no seu caminho. É verdade que a laicidade do Estado não lhe outorga qualquer prerrogativa de interferência em âmbitos da religião. No entanto, a fé, por suas propriedades, tem importantes contribuições a oferecer ao Estado.

Não se trata de interferência ou intromissão indevida. É indispensável a contribuição advinda da fé, dada ao Estado e à sociedade no seu conjunto, por ter suas raízes na profundidade do mistério de Deus. Nessa caminhada, a Igreja Católica, por meio da 50ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, emitiu notas e mensagens em defesa dos territórios e dos direitos dos povos indígenas, quilombolas, pescadores artesanais e demais populações tradicionais; sobre as eleições municipais 2012 e a reforma do Código Penal. As iluminações da fé cristã são antídoto para uma laicidade distante da transcendência, para corrigir descompassos, vencer a corrupção, valorizar a vida em todas as suas etapas e dimensões.

+ Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte