Arquivos do Blog

Basílica de São João de Latrão

Fonte: wikipedia

basilica latraoA Basílica de São João de Latrão (em italiano: San Giovanni in Laterano), localizada na Praça Giovanni Paolo II em Roma,1 é a Catedral do Bispo de Roma: o Papanota 1 . Seu nome oficial é Archibasilica Sanctissimi Salvatoris (Arquibasílica do Santíssimo Salvador) e é considerada a “mãe” de todas as igrejas do mundo.

A Igreja católica decidiu dedicar-lhe todos os anos o dia santo de 9 de Novembro, como forma de celebrar a unidade e o respeito para com a Sé Romana2 .

Como catedral da Diocese de Roma, contém o trono papal (Cathedra Romana), o que a coloca acima de todas as igrejas do mundo, inclusive daBasílica de São Pedro. Tem o título honorífico de Omnium Urbis et Orbis Ecclesiarum Mater et Caput (Mãe e Cabeça de todas as Igrejas de Roma e do Mundo).

É uma das quatro basílicas patriarcais de Roma. As três outras, também caracterizadas com uma Porta Santa e um Altar Papal, são:

  • a Basílica Vaticana, que manifesta a igreja apostólica fundada sobre o apóstolo Pedro;
  • a Basílica Ostiense, que manifesta a igreja católica fundada sobre a missão de Paulo;
  • a Basílica Liberiana, ou Mariana que manifesta a igreja santa gerada com Cristo de Maria.

Vinte e um papas da Igreja Católica estão sepultados na Basílica de São João de Latrão

Conheça toda a História da Basílica do Latrão aqui!

Anúncios

Dia de Finados, por que ir ao cemitério?

finados
Enquanto algumas pessoas têm medo de ir ao cemitério, outras os frequentam demais. Nem todos têm a mesma fé e nem todos acreditam que adianta rezar pelos falecidos? Nossas orações os ajudam? O que a Igreja diz?
Nós podemos, sim, oferecer orações, sacrifícios e Missas pelos mortos, para que eles sejam purificados de seus pecados e possam entrar, o quanto antes, na glória eterna. A Tradição da Igreja confirma a fé no Purgatório e a conveniência de rezar pelos defuntos.
A Igreja tem três motivos para rezar pelos defuntos:
1. A comunhão existente entre todos os membros de Cristo, vivos e mortos;
2. Consolar, confortar e prestar ajuda espiritual a quem está enlutado;
3. Rezar para quem morreu, para ajudar a pessoa a se purificar e chegar a Deus.
No Antigo Testamento Judas Macabeu orou pelos combatentes mortos, para que fossem libertados de seus pecados, para que o Senhor perdoasse totalmente os pecados dos companheiros mortos (2 Mac 12, 42-46). Nas catacumbas dos primeiros cristãos, ainda existem muitas orações esculpidas, demonstrando sua oração pelos mortos: “Ó Senhor, que estás à direita do Pai, recebe a alma de Nectário, Alexandre e Pompeu e proporciona-lhes algum alívio” (inscrição do Sec II). Cito, também, alguns pensamentos: “Cada dia fazemos oblações pelos defuntos” (Tertuliano 160-222). “Não em vão os Apóstolos introduziram a comemoração dos defuntos na celebração dos sagrados mistérios. Sabiam eles que essas almas obteriam desta festa grande proveito e utilidade” (São João Crisóstomo 344-407).
O católico não só pode como deve rezar por seus defuntos. O nosso desejo, quando morrermos, é de que rezem e se lembrem de nós com a Santa Missa, porque ainda que um católico morra com todos os sacramentos, pode ficar alguma mancha de pecado que será purificada no Purgatório. Mas, lembre-se: a conversão e o arrependimento devem acontecer ainda nesta vida. Nós católicos também pedimos a intercessão da Santíssima Virgem e dos santos por nossos defuntos. Nós cremos na comunhão dos santos, como rezamos na Profissão de Fé.
Desde o século 1º os cristãos rezavam pelos falecidos, visitando os túmulos dos mártires nas catacumbas para rezar pelos que haviam morrido sem martírio. No século 4º encontramos a Memória dos Mortos na celebração da missa. No século XI, os Papas Silvestre II (1009), João XVIII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia por ano aos mortos e, desde o século XIII, esse dia é comemorado em 2 de novembro.
Rezar pelos vivos e pelos defuntos é uma obra de misericórdia. Santo Agostinho disse: “Uma lágrima se evapora, uma flor murcha, só a oração chega ao trono de Deus”.
Finados é um dos dias mais emblemáticos de todo calendário civil e religioso, dia de sentimento de perda e de saudade, de recolhimento, de silêncio e oração, dia de esperança e de fé na ressurreição dos mortos. Se você for ao cemitério não leve apenas flores. Leve também as flores das suas orações, do seu amor. Acenda velas, mas não esqueça de que elas são o símbolo do Senhor Ressuscitado e da nossa fé na vida eterna. Enquanto a sua vela queimar, eleve sua prece a Deus por seus irmãos que já partiram.
Indulgências
No Dia de Finados podemos conseguir indulgências para os falecidos: “Aos que visitarem o cemitério e rezarem pelos defuntos, concede-se Indulgência Plenária, só aplicável aos defuntos”. Para isso, devemos participar da confissão sacramental, da comunhão eucarística e rezar nas intenções do Papa, entre os dias 1 e 8 de novembro. Nos outros dias do ano consegue-se Indulgência Parcial (Encher. Indulgentiarum, n.13).
Na sua visita ao cemitério reserve um tempo para a oração pessoal; acenda velas e peça que seus entes queridos cheguem à plena luz de Cristo; cubra suas sepulturas com flores que falam do seu amor; ajude na limpeza do ambiente e dos túmulos; participe da celebração eucarística ou da palavra e comungue se puder; professe a sua fé na ressurreição e na vida eterna. Cristo ressuscitado estará lá, neste dia, para enxugar nossas lágrimas, fortalecer nossa fé e aumentar a nossa esperança.

Corpus Christi

corpus-christiCorpus Christi (expressão latina que significa Corpo de Cristo1 ) é uma festa católica. É um evento baseado em tradições católicas.

História

A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao século XIII. A Igreja Católica sentiu necessidade de realçar a presença real do “Cristo todo” no pão consagrado. A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV com a bula Transiturus de hoc mundo de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes. Leia o resto deste post

Dia do Trabalho: História

O Dia do Trabalho, comemorado no Brasil e em várias partes do mundo em 1º de maio, é uma homenagem a uma greve ocorrida na cidade de Chicago (EUA) no ano de 1886. A data foi marcada pela reunião de milhares de trabalhadores que reivindicavam a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias.

Dias depois, em 4 de maio de 1886, outra manifestação aconteceu em Chicago e resultou na morte de policiais e protestantes. O evento também foi um dos originários do Dia do Trabalho e ficou conhecido como Revolta de Haymarket. Três anos mais tarde, em 1889, o Congresso Internacional Socialista realizado em Paris adotou como resolução a organização anual, em todo 1º de maio, de manifestações operárias por todo o mundo, em favor da jornada máxima de 8 horas de trabalho.

Reproduzida da Revista da Semana Manifestação operária em 1919 no Rio de Janeiro

  • Manifestação operária em 1919 no Rio de Janeiro

No ano seguinte, milhões de trabalhadores da Alemanha, Áustria, Hungria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Holanda, Grã-Bretanha, Itália e Suíça fizeram valer as decisões do Congresso de 1889. O dia 1º de maio foi marcado por uma greve geral, onde os operários desfilaram pelas ruas de suas cidades para mostrar apoio à causa trabalhista. O dia passou a ser chamado de “Dia do Trabalho” e passava a comprovar o poder de organização dos trabalhadores em âmbito internacional.

Dia do Trabalho no Brasil

A chegada dos imigrantes europeus ao Brasil trouxe ideias sobre princípios organizacionais e leis trabalhistas, já implantadas da Europa. Os operários brasileiros começaram a se organizar. Em 1917 aconteceu a Greve Geral, que parou indústria e comércio brasileiros. A classe operária se fortalecia e, em 1924, o dia 1º de maio foi decretado feriado nacional pelo presidente Artur Bernardes.

Mesmo tendo sido declarado feriado no Brasil, até o início da Era Vargas o 1º de maio era considerado um dia de protestos operários, marcado por greves e manifestações. A propaganda trabalhista de Getúlio Vargas habilmente passou a escolher a data para anunciar benefícios aos trabalhadores, transformando-a em “Dia do Trabalhador”. Desta forma, o dia não mais era caracterizado apenas por protestos, e sim comemorado com desfiles e festas populares, como é até hoje.