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Reflexão do Evangelho do 3º Domingo do Tempo Comum (Marcos 1,14-20)

jesus_pescadoresO REINO DE DEUS CHEGOU

João é preso e assim termina sua jornada. Jesus entra em cena, dirige-se à Galileia e proclama a boa-nova da chegada do reino. Conclui-se uma etapa e inicia-se nova era. Há grande tarefa a ser cumprida, e para isso Jesus chama colaboradores. Começa convocando duas duplas de irmãos, que abandonam a profissão de pescadores e partem imediatamente para a nova missão: pescadores de gente.

Jesus não inicia sua atividade em Jerusalém, centro político, religioso e cultural, mas na Galileia, região pouco valorizada, habitada por gente simples e pobre e próxima ao mundo pagão. Os pobres são os primeiros destinatários do reino de Deus.

O papa Francisco insiste na necessidade de a Igreja se voltar para os pobres e ir às periferias geográficas e sociais das grandes cidades. Acontece que é mais fácil e mais confortável se instalar nos centros ricos e desenvolvidos e se esquecer das enormes e pobres periferias.

Citando um documento da CNBB, o papa diz: “Desejamos assumir, a cada dia, as alegrias e esperanças, as angústias e tristezas do povo brasileiro, especialmente das populações das periferias urbanas e das zonas rurais – sem terra, sem teto, sem pão, sem saúde – lesadas em seus direitos. Vendo a sua miséria, ouvindo os seus clamores e conhecendo o seu sofrimento, escandaliza-nos saber que existe alimento suficiente para todos e que a fome se deve à má repartição dos bens e da renda” (EG 191).

Ao episcopado latino-americano (Celam), por ocasião da Jornada Mundial da Juventude no Brasil, assim se expressa o papa Francisco: “A posição do discípulo-missionário não é uma posição de centro, mas de periferias: vive em tensão para as periferias… No anúncio evangélico, falar de ‘periferias existenciais’ descentraliza, e, habitualmente, temos medo de sair do centro. O discípulo-missionário é um descentrado: o centro é Jesus Cristo, que convoca e envia. O discípulo é enviado para as periferias existenciais”. Está aí o apelo do papa, convocando a Igreja a ir às periferias para levar o reino de Deus que chegou com Jesus.

Pe. Nilo Luza, ssp

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JUVENTUDE EM MISSÃO

JMJ-cruzO evento Jornada Mundial da Juventude passou. Esteve conosco o papa e estiveram conosco jovens do mundo inteiro. A cidade do Rio de Janeiro acolheu os protagonistas da Igreja, da fé e da missão. Celebrações e compromissos foram renovados, um novo elã foi verificado e Jesus Cristo foi reapresentado à juventude neste início de milênio.

Passou o evento, teve início a missão: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações”.Passou o evento, permanece o convite de Jesus: “Segui-me”.

O Evangelho de Marcos nos conta que um dia Jesus subiu à montanha e chamou os que ele quis; e foram a ele. Chamou-os para que ficassem com ele e fossem enviados a anunciar a boa-nova! (cf. Mc 3,15)

No Rio de Janeiro, Jesus aguardou os jovens de braços abertos do alto da montanha. Os jovens foram, aproximaram-se. Jesus os atraiu e os instruiu pela sua palavra e pelo testemunho de tantos outros irmãos e irmãs. A juventude do mundo experimentou no Rio de Janeiro a força da ternura de Jesus: “Não fostes vós que me escolhestes; fui eu que vos escolhi e vos designei, para que deis fruto e para que o vosso fruto permaneça!” (Jo 15,16)

Concluída a jornada, Jesus acompanhou os jovens no retorno às suas casas, comunidades, países, com a tarefa de dizer ao mundo a novidade do evangelho! Mas Jesus quer que todos permaneçam com ele. Os jovens sabem que sem o Senhor eles nada podem! “Sem mim nada podeis fazer” (Jo 15,5). Agora é o tempo da graça, da oração, da fidelidade, da missão!

D. Geraldo Majella Agnelo

Cardeal Arcebispo Emérito de Salvador

Reflexão do Evangelho do 10º domingo do tempo comum (Lc 7,1-10)

10055_572209762800324_2063266091_nJESUS REVELA O ROSTO DE DEUS

Mediante sua mensagem e sua ação, Jesus nos revela o rosto misericordioso e compassivo de Deus. O Deus da vida, pela prática do seu Filho, vem em socorro da viúva que perde o único filho, a sua última esperança. A bondade de Jesus não se reveste de caráter puramente sentimental, mas é sobretudo força que faz viver: “Jovem, levanta-te”. Deus manifesta o seu amor e ternura nas ações de Jesus em favor das pessoas sofridas e marginalizadas, resgatando-lhes a dignidade e a alegria de viver.

A viúva de Naim representa a humanidade necessitada da proteção divina na luta pela vida. Conforme o salmista, Deus é o protetor das viúvas e caminha à sua frente (Sl 68,6). Ao ver a viúva, Jesus sente compaixão por ela e lhe diz: “Não chores”. Ele é capaz de perceber e sentir quando alguém está sofrendo e vem ao encontro da dor humana.

Há muitas pessoas e organizações que, em nome do Deus de Jesus, continuam realizando as mesmas ações do Mestre. É gratificante ver grupos empenhados em achar caminhos para evitar que corpos jovens sejam friamente eliminados. Esses gestos de carinho e de resgate da dignidade atestam que Deus continua visitando seu povo.

Continuamos vendo, em nossos dias, mães perdendo o “filho único” por causa das drogas, do trânsito assassino, da violência. Muitos corpos ainda jovens, com energia, vigor e uma vida pela frente, estão sendo ceifados pela morte prematura. Infelizmente nossa sociedade continua “roubando” filhos de mães e viúvas sem perspectivas de futuro.

Jesus é o rosto do Deus que ama a vida e se põe ao lado daqueles que a têm ameaçada. A Igreja, fiel ao Mestre, firma posição junto daqueles que estão com a vida em perigo. Seguir os passos de Jesus significa trilhar o mesmo caminho e assumir as mesmas atitudes.

A todos os que vivem o drama da dor e do sofrimento sem saída, somos convidados a anunciar – em Jesus Cristo e com gestos de solidariedade – a esperança e o otimismo de viver.

Pe. Nilo Luza, ssp

MAIO, MÊS DE MARIA E MÊS DAS MÃES

Fonte: universocatolico.com.br

d5db3997e32cdf7c9f495476729c42efEste é um mês especial! Mês das Mães.

As Mães que Deus escolheu para nos gerar, criar, educar, proteger e amar. Não foi por mero acaso.

É o Mês de MARIA, a Mãe de Jesus .

Maria, através de seu semblante deixa transparecer a divindade de seu Filho muito amado, Jesus. Ela é a Mãe do Puro Amor.

Maria é promessa e esperança, é ternura e solidariedade, é bondade e amor. É o veículo direto que nos comunica com Seu Filho. É nossa intercessora.

A ela, confiamos nossas fraquezas, nossos sofrimentos, nossas limitações. Maria é nosso HELP!

O colo de Maria é maternal. Nele, encontramos abrigo e consolo. Ela nos conforta, nos acalenta. A presença da Virgem Maria em nossas vidas é real. Maria nos guia a cada momento. É mãe cuidadosa e amorosa com seus filhos. Assim, também, devemos ser com nossos filhos, semelhantes à Maria. Tratá-los com carinho sob nossa orientação e cuidados, mesmo que tenhamos que nos esforçar em certas ocasiões. Leia o resto deste post