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Campanha da Fraternidade 2015 motiva juventudes

A Igreja Católica Romana realiza no Brasil, desde 1964, a Campanha da Fraternidade, sempre no período da quaresma, tempo em que os católicos são chamados à oração, conversão e penitência. Nos primeiros anos em que foi realizada, a CF pautou a conversão, tanto da Igreja, como também de seus fieis. De lá pra cá, foram temas voltados, principalmente, para um olhar mais social.

Este ano, a Campanha retoma o que já discutira outrora, porém, se debruçando sobre a reflexão quanto às divergências e convergências entre “Igreja e Sociedade”, como aponta o tema. Motivada pelos sinais de renovação que vem da Cúria Romana, com as ações do Papa Francisco, a CF de 2015 interpela os cristãos católicos a refletirem sobre qual o atual modelo de sociedade que está posto e qual igreja querem.

“A CF ultrapassa os muros da estrutura Católica Romana”, lembra a Rede Ecumênica de Juventude (Reju). Para a organização, ela convoca outros agentes a pensarem sobre o tema. “Podemos afirmar que o Brasil passa por um momento de embate, em que as pautas da religião e política assumem destaque na dinâmica social. “Eu vim para servir ” (lema da CF), provoca não só a comunidade católica, mas as diferentes comunidades de fé a se unirem para enfrentarem a “globalização da indiferença “, sendo cada vez mais atuantes na luta contra as desigualdades sociais e superação das intolerâncias”.

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Encontro Nacional da Pastoral da Juventude – Manaus, janeiro de 2015. Romaria dos Mártires da Caminhada.

 

Para Aline Ogliari, secretária nacional da Pastoral da Juventude, a discussão que motiva o tema da CF não é novidade, “porém sempre traz algo novo, especialmente porque provoca a nos questionarmos e à nossa conversão permanente. É um compromisso cristão muito grande se inserir nas outras dimensões da organização da sociedade, e colaborar de forma diferenciada, crítica e comprometida na construção do bem comum, de espaços de vida, sendo presença incisiva nesses espaços”, afirma.

A Igreja Católica quer, entre outras coisas, aprofundar a compreensão da dignidade da pessoa, da integridade da criação, da cultura da paz, do espírito e do diálogo inter-religioso e intercultural, para superar as relações desumanas e violentas, como lembra um dos objetivos da CF 2015. Com isso, pretende garantir uma ação pastoral socialmente eficaz, pautada na acolhida efetiva e na garantia de direitos para grupos excluídos.

“Em meio às desigualdades sociais temos aqueles que mais sofrem com a violência policial, temos aqueles que nem o Estado e nem as igrejas acolhem e os amparam. Contudo, não estão fora das igrejas, de seus espaços de fé ou do Estado, ou de nossas comunidades e famílias. São nossos irmãos e irmãs de lutas pela terra, pelos territórios indígenas e quilombolas, que lutam pelo direito ao corpo e por espaços de atuação igualitária, que lutam pelos direitos civis e de expressão ao amor na pauta LGBT [Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais]. Por fim, reconhecemos o outro (a), reconhecemos a nós mesmos e como estamos dependentes”, lembra a reflexão da Reju feita sobre a Campanha.

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Momento de celebração da Pastoral da Juventude em Manaus. Dia de combate a intolerância religiosa.

É um tema importante que “provoca para discussões e ações muito sérias”, lembra Aline, da PJ. Para a Pastoral da Juventude, “é necessário reforçar essa Igreja em saída, missionária, como fala o Papa Francisco, nem que isso custe que ela fique enlameada e acidentada por ter se posto a caminho”.

A secretária da PJ Nacional lembra ainda que a ação pastoral não pode ser “pura e mera assistencialista”, como tem afirmado o Sumo Pontífice. “Ela precisa adentrar nas raízes econômicas e sociais mais profundas dessa sociedade desigual, que gera pobreza, dor, exclusão, morte, pessoas marginalizadas e, muitas vezes, responsabilizadas pela sua “falta de sorte”, completa Aline. Por isso, ela diz que “a ação precisa provocar as rupturas com essas raízes”. “Trazemos para o centro do debate, por exemplo, a urgência de uma reforma no sistema político brasileiro, a discussão sobre situação de violência e extermínio da juventude, e os desafios ecológicos”.

Papa aos jovens: “Não se aposentem antes da hora!”

jovensFonte: Rádio Vaticana

San Rossore (RV) – Com um telefonema, o Papa Francisco interveio na manhã deste último domingo, (10), no encerramento da convenção nacional de escoteiros em andamento no parque natural de San Rossore, próximo de Pisa.
Os 30 mil escoteiros, que participavam de uma missa campal sob o sol e intenso calor, receberem o anúncio da ligação com coros “Papa Francisco, Papa Francisco” e aplausos.
Francisco encorajou os participantes a não “se aposentar” antes do tempo e a caminhar pelo mundo com coragem:
“O mundo necessita de jovens valentes e sem medo, pessoas em movimento e não quietas. É triste ver ‘jovens aposentados’ porque eles não vão para nenhum lado. Este será o seu trabalho, para fazer do mundo um lugar melhor”, disse o Pontífice.
Na sequência, o Papa aconselhou que “não tenham medo” porque “a vida é dos jovens”:
“Não deixem que roubem sua esperança, a vida é sua e podem fazê-la florescer. A aposentadoria chega aos 65 anos e por isso um jovem não deve se aposentar nunca, deve caminhar com força, sempre para frente”, continuou, pedindo.
Participou da missa e do encerramento da convenção o Primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, que durante sua adolescência fez parte desta organização juvenil internacional.

Revista ‘Fortune’ elege Papa o líder mais influente do mundo

papa

A revista econômica ‘Fortune’ escolheu o Papa Francisco como o líder mais importante e influente do mundo, numa lista de 50 nomes.

“Há pouco mais de um ano, um sopro de fumaça branca anunciou o novo líder espiritual de 1,2 bilhões de católicos em todo o mundo – escreveu a Fortune no seu site. No breve tempo transcorrido, Francisco eletrizou a Igreja e atraiu legiões de admiradores não-católicos, estabelecendo energicamente uma nova direção”. “Ele – continuou a revista – recusou-se a ocupar os suntuosos apartamentos papais, lavou os pés de uma detenta muçulmana, é conduzido em Roma em um Ford Focus e notoriamente pediu ‘Quem sou eu para julgar?’”.

A revista recordou ainda que Bergoglio “criou um grupo de 8 cardeais para aconselhá-lo na reforma, fato que um historiador da Igreja considerou como ‘o passo mais importante na história da Igreja dos últimos 10 séculos’”.

Também os sinais de um ‘efeito Francisco’ são abundantes. Numa pesquisa realizada em março, um católico em cada quatro afirmou ter aumentado neste ano sua beneficência em favor dos pobres. Entre estes, 77% afirmou ser devido ao Papa Francisco.

O segundo lugar na classificação é ocupado pela Chanceler alemã Angela Merkel e entre os 50 indicados encontram-se também Bill Clinton, a Nobel da Paz de Myanmar, Aung San Su Kyi, Bono Vox do U2 e o Dalai Lama.

 

Papa Francisco afirma que Deus vai concluir o milagre “de unificação das Igrejas cristãs”

papafonte:http:noticias.gospelmais.com.br

Em uma mensagem gravada para uma comunidade pentecostal norte americana, o papa Francisco falou sobre a unidade dos cristãos, e afirmou sua vontade de que os cristãos ultrapassem as suas diferenças de modo a se tornar uma única comunidade religiosa.

O vídeo foi gravado de forma amadora, e foi dirigida a um encontro pentecostal nos Estados Unidos, realizado pela igreja dirigida pelo pastor Kenneth Copeland. Durante os cerca de cinco minutos da mensagem, o líder católico falou sobre sua fé de que Deus conclua bem o “processo de unificação das Igrejas cristãs”.

De acordo com o papa Francisco, as divisões entre os cristãos são fruto de um legado de pecado que é comum a todos e recorre à história de José, filho de Jacó, que foi vendido pelos seus irmãos como escravo, e acabou trabalhando para o Faraó, no Egito.

– Eles tinham dinheiro, mas não podiam comer o dinheiro. Foram ao Egito comprar comida, mas encontraram mais que comida, encontraram o irmão. Nós também temos dinheiro, o dinheiro da cultura, o dinheiro da nossa história, tantas riquezas culturais, riquezas religiosas, e temos diversas tradições. Mas temos de nos encontrar como irmãos. Temos de chorar juntos, como fez José. Estas lágrimas unir-nos-ão, as lágrimas do amor – afirmou o papa.

Citando o famoso autor italiano, Manzoni, o papa afirmou que a obra de unidade das igrejas cristãs está nas mãos do Senhor e que aos cristãos resta colaborar e confiar.

– Nunca vi Deus iniciar um milagre que não concluísse bem – afirmou.

Assista ao vídeo: