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Reflexão do Evangelho do Dia dos Fiéis Defuntos (Mateus 5,1-12)

finadosQUE NADA SE PERCA

A comemoração de Todos os Fiéis Falecidos é ocasião para recordar aqueles que já passaram por este mundo, para agradecer o bem que puderam fazer, o amor que conseguiram espalhar.

É também ocasião para pensar na própria morte. Não para deixar de fazer planos, mas para direcionar a própria vida na perspectiva dos seguidores de Jesus, o Filho que revela o amor pleno do Pai e busca a todo custo salvar a todos.

Salvar de que, para que e como? Salvar de uma vida sem sentido, que se perde no nada; salvar para a vida eterna, na ressurreição que nos abre a visão e o ser de Deus, o tudo para sempre; salvar pela fé nele mesmo, o Filho de Deus, aderindo a suas palavras, assimilando sua vida, doada como alimento para a vida do mundo.

É oportuno, portanto, pensar na morte em relação à vida. Dizemos que o contrário da morte é a vida. Mas a morte terrena não é o fim da vida. O contrário da morte terrena é tão somente o nascimento neste mundo. A vida continua, plenificada por Deus, que nos ressuscita por sua graça. Pois é de graça que Deus nos dá a vida eterna, resgatando o pouco que aqui tivermos feito, completando o muito que ficou faltando. E isso porque ele ama.

Pensar na morte é pensar no amor que se doa, o amor que dá sentido à nossa vida; o amor que revela qual é a nossa fé, nossa adesão a Jesus; o amor que somos chamados a viver hoje, porque hoje pode ser, de fato, nosso último dia.

Ao rezar por nossos entes queridos que já vivem na comunhão dos santos, agradeçamos ao Deus da vida, que nos ama e em seu Filho dá sentido à nossa existência. A fé na eternidade e a certeza da morte terrena nos levam a relativizar o que aqui deixaremos, para dar a devida importância ao que levaremos para junto de Deus.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp

Reflexão do Evangelho do 16º Domingo do Tempo Comum (Mateus 13,24-43 ou 24-30)

o joio do trigoA PACIÊNCIA QUE EDIFICA
O papa João XXIII dizia: “A mansidão é a plenitude da força”. Essa frase parece condizer com a primeira parábola do evangelho deste domingo. O reino de Deus se manifesta na comunidade aberta e acolhedora, mas convive com os obstáculos espalhados pelo inimigo. O primeiro impulso da comunidade é eliminar o diferente e adverso, mas é alertada para que saiba coexistir com ele. Em geral, somos exigentes com os outros, intolerantes com suas falhas e inclinados a justificar com facilidade nossas fraquezas. Até que não nos reconheçamos corresponsáveis pelo mal presente na comunidade e na sociedade, não nos converteremos nem experimentaremos a bondade e a gratuidade de Deus. O mal não está somente fora de nós; nosso coração, com frequência, abriga maldade, injustiça, corrupção, sonegação. Em cada terreno (coração humano) habita um pouco de trigo e um pouco de joio. Rezamos na Oração Eucarística V: “somos povo santo e pecador”. Não podemos, porém, nos resignar e deixar tudo como está. Contribuímos semeando a boa semente. O projeto de Deus é um campo aberto que acolhe o trigo e o joio, o bem e o mal, os bons e os maus. A sabedoria do evangelho recomenda que a separação seja aguardada até a hora da colheita. O Mestre adverte os que querem antecipar a separação, os que não têm paciência e tolerância, os que querem fazer justiça com as próprias mãos e os que se classificam como bons e rotulam os outros de maus. À paciência de Deus devem corresponder a tolerância, a não violência, a compreensão e o respeito mútuo. Jesus nos fala do diabo que “semeia o joio” na seara do Senhor, e hoje não é diferente: os inimigos estão infiltrados no meio do povo para tentar ludibriá-lo e desviá-lo dos bons propósitos. Em toda sociedade e em todas as organizações, encontramos os adversários do reino de Deus. São aqueles que, por exemplo, agem contra os projetos de promoção humana e as políticas públicas em favor dos mais pobres. É a luta constante entre o projeto de Deus e os projetos contrários ao seu reino.

Pe. Nilo Luza, ssp

Reflexão do Evangelho da Ascensão do Senhor ( Mateus 28,16-20)

ascensao-do-senhor-copy-220x300COMUNICAÇÃO DE JESUS COM OS SEUS

Cristo ressuscitado se comunica com os seus para se despedir. Mas antes lhes confia a tarefa de continuar a missão por ele iniciada, garantindo-lhes sua presença. Missão universal sem limites étnicos, geográficos e temporais. Com a despedida de Jesus, sem se ausentar da comunidade, inicia-se a missão da Igreja, a mesma do Mestre.

“Estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo” – essa é a certeza que Jesus nos deixa no evangelho de hoje. Portanto, não estamos sós nem abandonados à própria sorte; nada de desânimo ou de sensação de derrota, mesmo em momentos de dúvidas ou de crise.

A missão da Igreja é “fazer discípulos de Jesus”. Não se trata de proselitismo; significa, antes de tudo, ensinar a “viver como Jesus viveu, amar como Jesus amou, sonhar como Jesus sonhou”. Em outras palavras, significa conhecer sua mensagem, comprometer-se com seu projeto e se solidarizar com os empobrecidos e esquecidos da sociedade.

É nesse clima de comunhão e comunicação que a Igreja criou o dia mundial das comunicações sociais. O tema deste ano é: “Comunicação a serviço de uma autêntica cultura do encontro”. A cultura do encontro é um assunto recorrente no magistério do papa Francisco. Com a palavra, o próprio papa: “Esta é uma proposta: cultura da vizinhança. O isolamento e o fechamento em si mesmos ou nos próprios interesses nunca são o caminho para voltar a dar esperança e operar uma renovação, mas é a proximidade, a cultura do encontro. O isolamento, não; a proximidade, sim. Cultura do conflito, não; cultura do encontro, sim. (…) Esta cultura do diálogo (…) não nivela indiscriminadamente diferenças e pluralismos. Isso significa compreender e valorizar as riquezas do outro, considerando-o não com indiferença ou temor, mas como fator de crescimento. As dinâmicas que regulam as relações entre pessoas, grupos e nações não são muitas vezes de proximidade, de encontro, mas de conflito”.

Pe. Nilo Luza, ssp

O Terço da Divina Misericórdia

tercomisericordia goianiaPai Nosso… Ave Maria… Creio em Deus Pai…

  • Nas contas grandes

Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e Sangue, Alma e Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo,
em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro.

  • Nas contas pequenas

Pela Sua dolorosa paixão, tende Misericórdia de nós e do mundo inteiro.

  • No fim do terço (rezar três vezes)

Deus Santo, Deus Forte, Deus imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.